Seu retrato me encanta.
Seu sorriso é uma fonte dos desejos.
Uma fonte da juventude.
Percebo, de repente, que essa beleza está nos olhos com que o vejo.
Que susto!
Que dor insuportável!
Como fico eu?
Como fica a necessidade de crença?
Se meu deus for apenas um ídolo, falso e de barro?
Desamparada, privada de graça divina.
Solitária na multidão.
Nosso encontro não foi uma revelação.
Foi uma alucinação.
Mas não, não pode ser!
Volto a seu retrato.
Você nem é tão belo assim…
Mas é claro que é!
Tem que ser!
Por favor, não me abandone!
Mas não é você… Sou eu…
Eu é que estou perdendo a fé.
Eu é que o estou despindo da divindade.
Como posso fazer uma coisa dessas?
Quero esquecer tudo isso.
Mas não tem volta…
O que farei, agora?

S. Paulo, 30/10/2013

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